Conheça Bico

    Rodrigo Bico tem 33 anos, é professor, ator e produtor cultural, nascido e criado na capital potiguar. Filho da classe trabalhadora, o mais velho de Dona Tica e Seu Betinho, ela trabalhadora do comércio e ele aposentado.

        Foi nas escolas públicas do Conjunto Pirangi, no bairro Neópolis,  que Rodrigo César estudou o ensino básico, onde ganhou o apelido que acompanha toda sua história e vida artística: Bico.

        Aos 12 anos, na Escola Municipal Prof. Antonio Severiano, o teatro entrou na sua vida a partir do artista Galvão Filho com o Teatro de João Redondo. Aos 14, na Escola Estadual Berilo Wanderley, já apaixonado pelas artes, entrou no Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias, na época coordenado pela Professora Monique. Foi nele que Bico teve as primeiras experiências de palco, de vida artística, de gestão e de contato com as políticas públicas.

        Foi também nos corredores da E. M. Prof. Antônio Severiano e E. E. Berilo Wanderley que Rodrigo Bico, motivado pela valorização da escola pública, teve seu primeiro contato com a militância política, por meio das lutas do movimento secundarista no Grêmio Estudantil.

        Desde o início de sua militância sempre colocou a arte no centro do debate e procurou fazer política de um jeito diferente, com as presenças das artes visuais, da poesia e do teatro.

       O filho da escola pública entrou para a UFRN, onde estudou Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas. Sempre nas trincheiras da luta, participou das gestões do Centro Acadêmico de Artes e do Diretório Central dos Estudantes - DCE, onde foi coordenador de Arte e Cultura por duas gestões, tendo participado de lutas importantes como a Votação do Plano Diretor de 2007, que resultou nas denúncias da Operação Impacto, e mais na frente nas Lutas do "Fora Micarla".

        Ao sair da Faculdade ocupou espaços importantes na militância cultural, ajudou a fundar a Rede Potiguar de Teatro e foi eleito Coordenador da Rede Estadual dos Pontos de Cultura aos 23 anos e representou o estado na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.

      Em 2012 e 2016 se candidatou a uma vaga na Câmara dos Vereadores de Natal e obteve duas votações expressivas, ficando na primeira suplência em 2012.

         Em 2015, aos 27 anos foi Diretor Geral da Fundação José Augusto, órgão equivalente a Secretaria Estadual de Cultura do Estado, onde foi o mais jovem diretor a ocupar essa cadeira e o primeiro profissional das artes a assumir esse posto. Sempre na perseguição de transformar o meio onde vive, nos últimos anos, atuou como professor de arte, e sempre na militância pelas pautas do povo e da democracia.

          Casado com Wanessa e pai de Odara, que espera a chegada de mais um irmão, Bico nunca se afastou das lutas e nunca deixou de trabalhar com a arte, faz o que mais gosta e com muito amor. 

Mora há 10 anos no Monte do Sol, uma comunidade de arte e de artistas, faz do seu território um lugar melhor de se viver, onde a cultura integra, humaniza, educa e afasta a violência. Da sua janela e de suas escadarias, Bico observa a cidade onde mora e de lá tira forças para lutar por uma sociedade mais justa, igual para todas e todos, mais humanizada e mais inclusiva.

           A história de Rodrigo Bico foi construída em sua COMUNIDADE, e, através da arte, constrói a IDENTIDADE de seu povo. Bico é artista e sabe o que é a luta de classes, sente na pele diariamente a dureza de seu povo, porque também é filho da CLASSE trabalhadora, composta por aqueles e aquelas que verdadeiramente fazem esta cidade pulsar. Foi na arte que aprendeu que os direitos humanos devem vir muito antes da violação, que ódio se combate com enfrentamento e que a luta política popular pode ser menos dura e muito mais colorida, mas nunca largando mão de ser firme na defesa dos trabalhadores, pois o amor nos move e arte nos liberta.

O amor nos move, a arte nos liberta!

Rodrigo Bico